Translate

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MASP




Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, mais conhecido pelos paulistanos como simplesmente MASP, é o fruto de uma aventura de duas pessoas com uma visão revolucionária para sua época, apoiados por um grupo de amigos.
O MASP foi inaugurado em 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados e pelo professor italiano Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália, recém chegado ao Brasil.
Uma história de alma, talento e força tornou possível a existência do MASP, cuja coleção, a maior do hemisfério sul, é das mais importantes. O feliz encontro de Assis Chateaubriand e de Pietro Maria Bardi alinhou o Brasil com os países de primeiro mundo no universo das artes.
Sorte da cidade de São Paulo, aqui um paraibano e um italiano, decidiram fundar e sediar este museu, e se, de um lado, Chateaubrind, com sua audácia, competência e obstinação, consegui atingir sua meta, de outro lado, um casal de italianos, sem filhos, adotou o MASP, legando, além de seu trabalho, a importante coleção ora exposta, digna de qualquer museu do mundo.
O Masp inicialmente instalou-se em quatro andares do edifício dos Diários Associados, adaptados por Lina Bo Bardi.
Lina Bo, arquiteta modernista italiana e esposa do professor Bardi, concebeu arquitetonicamente o prédio atual do MASP.
O terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade com a condição de que a vista para o centro da cidade fosse mantida.
A idéia de Lina Bo foi preservar a vista exigida para o centro da cidade criando um edifício que se tornou único no mundo, mantendo o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 70 metros.
Construído de 1956 a 1968, a nova sede do MASP foi inaugurada em 07 de novembro de 1968 com a presença de Elizabeth II, Rainha da Inglaterra.
O MASP, entidade cultural sem fins lucrativos tem por finalidade incentivar, divulgar e amparar, por todos os meios a seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes plásticas, visando ao desenvolvimento e, ao aprimoramento cultural do povo brasileiro.
O visitante pode apreciar no edifício da Avenida Paulista, obras da escola italiana como Rafael, Andrea Mantegna, Botticceli e Bellini.
O MASP foi criado para ser um museu dinâmico, com um perfil de centro cultural. Por isso possui espaços diferenciados para realização de exposições temporárias.
O MASP é também música, cinema e palestras. Os dois auditórios projetados por Lina Bo são um espaço múltiplo para essas atividades


Informações ao Público: 11 – 3251-5644
Endereço:
Av. Paulista, 1578 - São Paulo - SP
tel. (11) 3251.5644 / Fax. (11) 3284.0574
Próximo à estação de metrô Trianon-MASP

Horários:
Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h (bilheteria aberta até às 17h)
Quintas-feiras, das 11h às 20h (bilheteria aberta até às 19h)
Outros horários:
Loja: das 11h às 17h30 (segundas-feiras fechada); quintas-feiras até às 19h
Restaurante UNI: das 11h às 16h30 (segundas-feiras fechado)

Agendamentos:
Para agendar visitas de grupos e escolas, envie e-mail para agendamento@masp.art.br ou contate-nos pelo telefone 11 – 3283-2585

Ingressos:
R$15,00 (valor inteiro) e R$ 7 (estudantes com identificação da instituição)
Entrada gratuita ao público somente às terças-feiras
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam

sábado, 7 de julho de 2012

Pimp My Carroça


 



Pimp My Carroça: tirando os catadores da invisibilidade

 

 

 

 

 

Durante a última Virada Sustentável, o Vale do Anhangabaú recebeu o Projeto Pimp My Carroça. Criado pelo Grafiteiro e Artivista Thiago Mundano, o 'Pimp' nada mais é do que uma iniciativa que visa reconhecer e divulgar o trabalho dos catadores de lixo reciclável que diariamente cruzam a cidade fazendo um trabalho que para muitos é invisível mas que é de suma importância para o meio-ambiente.

Para questionar e mudar o descaso da sociedade em relação aos catadores e o destino de incontáveis toneladas de materiais recicláveis que são desperdiçados cotidianamente, surgiu o Pimp My Carroça.
O projeto foi viabilizado por mais de 700 pessoas, graças ao Financiamento Colaborativo feito através da plataforma do Catarse  e recebeu com muito carinho cerca de 50 catadores e mais de 100 voluntários que trabalharam durante todo o dia para dar uma bela força a essa classe de trabalhadores.
Infelizmente, nós vivemos em um país que tem grandes diferenças sociais que acabam influenciando em diversas situações do cotidiano. Com o intuito de diminuir essas diferenças e aumentar a valorização dos catadores de lixo, foi criado um projeto chamado de “Pimp My Carroça
Este projeto, que é chamado de “Pimp My Carroça”, foi criado com a intenção de dar um pouco mais de dignidade e alegria aos catadores de papelão e de produtos recicláveis, que estão aumentando cada vez mais estado de São Paulo. Segundo as informações divulgadas em diversos veículos  de comunicação .O “Pimp My Carroça” conta com a ajuda social do grafiteiro Mundano, que nos últimos cinco anos pintou mais de 150 carroças por todo Brasil. De acordo com as publicações, o objetivo do artista, de 26 anos, é desenvolver um projeto mais ambicioso. Enquanto procura  alternativas, Mundano ainda está a procura de mais pessoas que se interessem em entrar no projeto.
De acordo os organizadores do evento, esta iniciativa se encontra em fase de arrecadação de fundos e que o objetivo é reunir cerca de 50 artistas para pintar e decorar as carroças dos coletores de materiais recicláveis com mensagens de conscientização social.
                                                 

                             A baixo o  Grafiteiro e Artivista Thiago Mundano




quarta-feira, 4 de julho de 2012

Memorial do Corinthians


Foto  de @Ale Frata


 Em homenagem ao Corinthians  que hoje 04/07/2012 foi campeão da Libertadores da América

Com uma concepção inovadora, tecnologia e muita paixão, o Memorial do Corinthians se tornou uma atração turística de São Paulo. Inaugurado em 2006 e localizado na sede social do clube — no Parque São Jorge, região leste da cidade —, os visitantes deixam de ser apenas torcedores e passam a viver o mundo do futebol em uma viagem em branco e preto.
Já no começo da visita, e possível ter uma ideia do clima de uma partida de futebol com a reprodução de um vestiário, com armários, som ambiente e artigos esportivos nos armários. Antes das atrações principais, uma dose de emoção: em um espaço que simula um estádio, uma instalação de áudio e vídeo envolve os visitantes com a vibração da apaixonada torcida do Timão.


Um dos pontos altos do Memorial é a Calçada da Fama, local onde ídolos como Basílio, Wladimir, Paulo Borges, Zé Maria, Edu, Luisão, Flávio Minuano, Ronaldo, Tevez e Dentinho são eternizados. Vale destacar também um ambiente preparado especialmente para homenagear o título paulista de 1977  um dos mais marcantes do clube , com imagens da partida final contra a Ponte Preta e o troféu do campeonato.
O Memorial possui, ainda, um Hall que expõe fotos em tamanho real dos maiores craques da história do Corinthians, jogos eletrônicos e seleções de vídeos dos principais títulos e momentos da história de um dos mais importantes times do mundo.


O Memorial do Corinthians fica na Rua São Jorge, 777 no Parque São Jorge. Funciona de terça a sexta, das 10h às 17h e sábados, domingos e feriados das 10h às 16h. A entrada de terça a sexta custa R$ 10 e sábados, domingos  e feriados custa R$ 15, estudantes têm a meia-entrada.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Memorial da Resistência de São Paulo






Construído no início da I Guerra Mundial - 1914 -, o edifício que hoje abriga a Estação Pinacoteca serviria a questões relacionadas ao crescimento econômico e às transformações vivenciadas por uma São Paulo que se urbanizava com rapidez; isto é, seria um armazém para os produtos agrícolas provenientes do interior do Estado.
Com a conclusão da obra, em 1938, o edifício, projetado pelo conceituado arquiteto Ramos de Azevedo, foi colocado à disposição do Poder Público. Era época de ditadura - o Estado Novo de Getúlio Vargas se fazia presente. De um lado, o governo autoritário e centralizador era capaz de promover o desenvolvimento econômico do país, valorizando o nacionalismo com a construção, por exemplo, das indústrias de base. Por outro lado, as oposições eram duramente silenciadas.
Assim, o edifício passou a abrigar o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS) de São Paulo, órgão de repressão política que atingiu o auge de suas funções a partir do golpe militar de 1964. Com as longas lutas pelas liberdades democráticas, movimentos populares de várias ordens, movimentos operários e estudantis amparados pela Associação Brasileira de Imprensa, Ordem dos Advogados do Brasil e pela Igreja, o regime militar entrou em colapso e o edifício mudou, felizmente, de função. Dada sua relevante importância histórica e arquitetônica, o prédio foi tombado como um bem cultural em 1999 pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo. 

Em 2007, o Memorial da Liberdade, já sob a gestão da Pinacoteca do Estado, recebeu um projeto museológico visando ampliar a ação preservacionista e seu potencial educativo e cultural, por meio da problematização e atualização de distintos caminhos das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil republicano. Nesse aspecto, vale destacar as reiteradas ações de militância junto ao poder público, desde fins de 2006, especialmente do Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, que sensibilizaram a administração estadual para a necessidade de um novo olhar para este lugar.
A implantação do projeto teve início em 1º de maio de 2008, com a mudança do nome para Memorial da Resistência.  No dia 24 de janeiro, o Memorial da Resistência de São Paulo consolida sua implantação, assumindo o compromisso cívico de (re)construção da memória e da história política do Brasil.
Bem na entrada, algumas publicações acerca de importância do assunto para o estudioso do tema. Aliás, o assunto deveria ser de interesse nacional sempre, jamais esquecido, sempre mencionado, discutido e contestado. Um material muito bem elaborado e ricamente ilustrado intitulado "A Ditadura no Brasil - 1964-1985 - Direito à memória e à verdade!", incontestavelmente uma obra de alto gabarito, com precisão histórica, elaborada com o intuito de provocar uma pesquisa ainda mais abrangente e, além disso, provocar a forte indignação que a negação do ser em benefício do estado forte impõe. Não se pode esquecer daqueles fatos e tragédias, do sangue que tingiu almas e deixou famílias sem norte e, muitas vezes, sem sonho.
Confesso que entrar no Memorial da Resistência representa uma possibilidade ímpar de se revisitar o passado com os olhos no presente. Mas uma visita não com o olhar de um cientista, historiador ou pensador, mas com um olhar essencialmente humano, acreditando que devemos agradecer sincera e honestamente a todos aqueles que lutaram pela construção de uma democracia que, mesmo frágil, repleta de problemas, defeitos e senões, é um ensaio de participação popular, de construção de um tempo que pode ser mais digno e fértil no campo das possibilidades de viver.


domingo, 1 de julho de 2012

São Paulo a cidade grafite...



Se São Paulo se destaca no circuito internacional como polo das economias criativas no Brasil, grande parte dessa visibilidade se deve ao grafite, gênero das artes visuais que combina perfeitamente com a urbanidade paulistana. Boa parte das quase 100 mil ruas e avenidas da cidade foi transformada pelos grafiteiros em verdadeiras galerias de arte a céu aberto, que merecem compor um roteiro turístico para o segmento.
Dezenas de outros grafiteiros contribuem para projetar São Paulo nesse circuito num movimento que deve se fortalecer cada vez mais, já que a capital oferece cursos profissionalizantes em grafite e intervenções urbanas. Vale a pena percorrer a cidade e conhecer os artistas pelos diferentes estilos de traços e desenhos que colorem o dia a dia da metrópole.


Museu Afro Brasil


 Arte e História no Museu Afro Brasil

          
O Museu Afro Brasil, localizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, convida a uma reflexão sobre a afrobrasilidade.
Em uma das pontas da marquise do Parque Ibirapuera, um prédio de linhas arrojadas e inconfundíveis, traçadas por Oscar Niemeyer, encontra-se uma rica narrativa da história do negro no Brasil e no mundo.
Lá, o negro aparece como sujeito e objeto, como vê e como é visto, num movimento que possibilita a reflexão sobre a negritude de cada um.  É o Museu Afro Brasil, com 11 mil m² e cerca de 4.500 obras expostas.
O artista plástico Emanoel Araujo é o diretor, curador e proprietário de boa parte do acervo. Ele já organizou exposições com a temática afro no mundo inteiro. Uma de suas maiores intenções era ter, em São Paulo, um espaço artístico permanente e aberto a todos para discutir a afrobrasilidade. “Os negros não têm hábito de freqüentar museus porque nós vivemos numa sociedade racista, sexista e com outros tipos de preconceitos, que afastam as pessoas da arte, da cultura. E esse nosso projeto é uma forma de aproximar o museu do seu público”, afirma o curador.
O Museu Afro Brasil existe desde 2004, quando foi criado, por decreto, pela ex-prefeita Marta Suplicy. Como não houve a elaboração de um Projeto de Lei na Câmara Municipal, aconteceu um desentendimento: o museu existia, embora não estivesse regulamentado. Isso quer dizer, por exemplo, que não havia orçamento destinado ao museu pela prefeitura.  Por isso, tornou-se uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), em agosto de 2005, e deixou de ser administrado pela Secretaria Municipal de Cultura. Segundo Ana Lúcia Lopes, coordenadora do núcleo de educação do museu, o maior desafio da gestão é conseguir verba.  “Fizemos um projeto para trazer a população para cá, com um ônibus que partia de diversos pontos de cultura da cidade. Trouxemos cerca de 8 mil pessoas, mas não conseguimos continuar por falta de dinheiro”, explica ela.

 

 

Metáforas

As exposições temporárias do Museu Afro Brasil abrem espaço para artistas do mundo inteiro com temas que, por vezes, não se relacionam diretamente com a negritude, mas, de alguma forma, dialogam com o museu. Já o acervo permanente divide-se em seis núcleos: “África”, “Trabalho e escravidão”, “O Sagrado e o Profano”, “Religiosidade Afro-Brasileira”, “História e memória” e “Arte”. A disposição do acervo dentro do museu foi concebida de forma proposital, construindo uma narrativa histórica. “Não existe uma seqüência lógica, mas uma simultaneidade de relações. Todos os núcleos têm interfaces entre eles”, explica Ana Lúcia.


Os educadores que coordenam as visitas ao museu têm que tentar reverter, em 75 minutos – tempo de duração das visitas guiadas –, preconceitos culturais arraigados há anos pela sociedade. “Muitas escolas se recusam a vir aqui ou pedem para pular a parte de religiosidade”, revela Juliana Ribeiro, historiadora e educadora do museu, referindo-se às reações que presencia quando alguns estudantes e professores passam pelas vestimentas e adornos usados no candomblé, que fazem parte do acervo. “Temos que lidar com o preconceito, mesmo em crianças muito pequenas e até em idosos. O papel do educador é aproveitar para desconstruir essas coisas que estão na cabeça das pessoas.”
De acordo com ela, é muito difícil os visitantes entenderem o fio condutor do Afro Brasil sem a presença do educador. “Ao contrário de muitos outros museus, ele não é de fácil compreensão. Muitas pessoas saem daqui dizendo que acharam muito confuso, que não entenderam a proposta”, conta.  A historiadora destaca a riqueza de metáforas na concepção artística do curador para dispor as obras como causadora da dificuldade de compreensão. Mas, mesmo sem mediação, ela afirma que dificilmente alguém sai de lá sem se sensibilizar, de alguma forma, com as obras e o resgate histórico ali presentes.

 

Biblioteca afro-brasileira

O museu abriga a biblioteca Carolina Maria de Jesus, com 6 mil títulos, entre livros, teses, revistas e artigos, em sua maioria, voltados para a temática do negro. “Tem arte africana e brasileira, cultura brasileira, muitas coisas sobre o tráfico de pessoas, a escravidão, a abolição e religiosidade”, define a bibliotecária Romilda Silva. O acervo não pode ser emprestado, mas a consulta é livre durante o horário de funcionamento do museu.



Serviço – Museu Afro Brasil 

 http://www.museuafrobrasil.org.br/

  • Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega
    Parque do Ibirapuera, Portão 10
  • Horário de funcionamento: das 10h às 17h (o museu não abre às segundas-feiras)
  • Telefones: 5579-8542 / 5579-7716 / 5579-6399