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domingo, 19 de agosto de 2012

Pátio do Colégio







Falar sobre o Pátio do Colégio é relembrar as origens de uma cidade - São Paulo - hoje considerada a terceira maior do mundo, e cujas marcas estão claramente fixadas no encontro de raças e na expansão do cristianismo.
Sob os olhares curiosos dos Guainás e Tupiniquins, um grupo de treze padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.
Reuniram-se em torno de uma cabana construída pelo cacique Tibiriça, no planalto de Inhapuambuçu, e ali celebraram a famosa missa de 25 de janeiro de 1554. A data corresponde ao dia da conversão do apóstolo Paulo que, por sua vez, justifica o nome dado à cidade. Desde então, essa solenidade constitui-se na certidão do nascimento de São Paulo.
A humilde cabana de pau-a-pique, cujas paredes eram feitas com uma armação de paus e cipós preenchida de barro socado, desprovida do mínimo conforto,abrigava também um seminário e uma escola. Nela, José de Anchieta, fervoroso apóstolo de Cristo, iniciou seu trabalho como educador de nativos, mais conhecido como catequese. Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela ampliação da construção original,que recebeu oito cubículos para servir de residência aos jesuítas.Uma disputa entre colonos e religiosos culminou com a expulsão dos jesuítas no ano de 1640, cujo regresso só aconteceu 13 anos depois.
Um novo conjunto de colégio - onde foram instalados os primeiros cursos de filosofia, teologia e artes e uma biblioteca e capela foi construído com a volta dos jesuítas em 1653 ocupando uma área de 1.1502,52 m2. Para essa construção foi utilizada uma técnica mais aprimorada:a taipa de pilão.
Mais uma ampliação, e o Colégio foi incorporado ao edifício principal em uma ala perpendicular na lateral direita, no ano de 1745. Os jesuítas foram expulsos novamente, por decreto do Marquês de Pombal em 1759, com repecussão mundial que resulta na supressão da Companhia de Jesus, que só será recobrada no ano de 1954. Isso provoca uma completa alteração em tudo que havia sido feito até então.
                      ,                 ( Eu e meu grande amigo Márcio Henrique Cunha )

O governo então se apropria dos bens da Companhia de Jesus e o antigo casarão colonial é completamente descaracterizado por profundas reformas até se transformar no Palácio dos Governadores no período entre 1765 e 1908. Foi nessa época também que a igreja perde seu precioso patrimônio como consequência de um desmoronamento de causas desconhecidas.
Entre 1932 e 1953, o então Palácio do Governo é transformado na Secretaria da Educação o que de certa forma, dá ao edifício uma função mais próxima de sua vocação original. Finalmente, o ano de 1954 marca a retomada do projeto original. A Companhia de Jesus recebe de volta as instalações e dá-se início à reconstituição do Colégio, nos moldes da terceira construção , permanecendo remanescentes a Cripta, parte de uma parede em taipa de pilão e o antigo torreão.
Hoje, quem visita o complexo Pátio do Colégio encontra o museu Padre Anchieta, o auditório Manoel da Nóbrega, onde são realizados eventos culturais, a Galeria Tenerife,a praça Ilhas Canárias com seu Café do Pátio, a Capela Beato José de Anchieta, onde estão guardados o Fêmur de José de Anchieta e seu manto, a Cripta Tibiriçá e a Biblioteca.

Informações:

Fone: 3105-6898
Endereço: Praça Pateo do Collegio, n°2 - Centro - São Paulo - SP
CEP: 01016-040






sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Instrumentos musicais é na Rua Teodoro Sampaio




A rua Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros aqui em São Paulo, é uma rua dominada pelas lojas de instrumentos musicais. Quem quiser comprar qualquer instrumento ou acessório, pedais, cordas, baquetas, amplificadores, enfim, tudo referente à atividade musical, pode procurar lá. A cada semana grupos se revezam apresentando música instrumental da melhor qualidade, provocando uma grande aglomeração de pessoas que curtem o astral e a performance dos músicos que se apresentam lá.



Ponto de encontro de roqueiros, dj´s, sambistas, apreciadores de MPB, sertanejos, cantores de churrascaria, enfim; a Teodoro Sampaio é  o melhor lugar do Brasil para se comprar um instrumento. Localizada no agradável bairro de Pinheiros, a rua acomoda cerca de 30 lojas de instrumentos e acessórios, compreendidas em sua maioria, do número 700 até a Praça Benedito Calixto.

Boa opção para se chegar até lá é o metrô. Saltando na estação Clínicas são cerca de dez minutos caminhando. Já para quem prefere o conforto do carro, o melhor é ir pela Henrique Shaumann e seguir o fluxo no sentido único da Teodoro sentido bairro-centro. A rua tem zona-azul e diversos estacionamentos.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Zoológico de São Paulo






Poucas experiências são tão significativas para adultos e crianças quanto uma visita ao Zoológico. Apreciar a diversidade da fauna cria um vínculo poderoso e universal com a natureza. Aproximadamente 10% da população do mundo visita um zoológico ou aquário a cada ano. Desde sua abertura em 1958, o Zoológico de São Paulo já recebeu mais de 85 milhões de visitantes.

Localizado em uma área de 824.529 m² de Mata Atlântica, o parque aloja nascentes do histórico riacho do Ipiranga, cujas águas formam um lago que acolhe exemplares de aves de várias espécies, além de aves migratórias. Assim como o lago, a mata abriga animais nativos de vida livre, formando maravilhosa fauna paralela.

Por meio da exibição de mais de 3.000 animais, representados por  espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e  invertebrados, o Zoológico de São Paulo promove a conscientização do público sobre as diversas formas de vida sobre a Terra.


|http://www.zoologico.com.br/
Nativos da Mata 
ttp://www.zoologico.com.br/

sábado, 11 de agosto de 2012

Museu de Zoologia da USP





A maioria dos animais expostos, em uma área de 700 m², pertence à fauna tropical e foi preparada (taxidermizada ou embalsamada) há mais de 50 anos. No saguão de entrada, algumas vitrinas informam o visitante sobre as principais atividades dos docentes e pesquisadores do Museu. Os animais estão grupados de acordo com sua classificação: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, e alguns invertebrados, como corais, crustáceos e moluscos. A Biblioteca, especializada em Zoologia, dispõe de instalações e equipamentos modernos, atendendo a comunidade científica e o público em geral. Conta com um patrimônio de 73.850 volumes, sendo 8.473 livros, 2.364 títulos de periódicos, além de teses e mapas.

Museu de Zoologia da USP
Av. Nazaré, 481 - Ipiranga
CEP 04263-000
São Paulo - SP
FoneFax: (0xx11) 6165-8100 (0xx11) 6165-8118

sábado, 4 de agosto de 2012

Vila Madalena




Vila Madalena  o bairro paulistano mais cult, mais vanguardista e paradoxalmente mais retrô de São Paulo.

O bairro simplesmente encanta por sua vocação artística e boêmia, por suas ruas residenciais tipicamente paulistanas, por seus botecos, por guardar em pleno século 21 uma identidade bem característica das últimas décadas do século passado.

É incrível a quantidade de intervenções artísticas ao andar pelas ruas da Vila!

Enfim, não há como não gostar da Vila Madalena. É simplesmente um patrimônio paulistano!






História da Vila Madalena

A Vila Madalena nasceu Vila dos Farrapos. Era uma parte de Pinheiros, uma extensa região que se espraiava, nos inícios da ocupação de São Paulo, desde a várzea do Rio Pinheiros até o espigão da Paulista. No século XVI, a Vila dos Farrapos era habitada por indígenas que haviam abandonado a parte central da cidade depois da instalação dos jesuítas e do colégio, em 1554. Na região de Pinheiros formara-se, então, um aldeamento, onde os missionários jesuítas ministravam a catequese, faziam batizados e missas e ensinavam os hábitos do trabalho aos índios. Na aldeia foi erigida uma capela, cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição.


Os morros e planaltos de Pinheiros eram cortados pelo Córrego do Rio Verde, que nascia perto da rua Oscar Freire e desaguava no Rio Pinheiros. As localidades do lado oeste do córrego, onde hoje está a Vila Madalena, chamavam-se, já no início de nosso século, Sítio do Rio Verde. Alguns antigos moradores da Vila Madalena contam que o proprietário das terras era um português. Ele tinha três filhas: Ida, Beatriz e Madalena, que deram origem aos nomes dos atuais bairros da Vila Beatriz, Vila Ida e Vila Madalena. Entretanto, a história faz parte da memória oral dos habitantes da Vila.


Na primeira década de nosso século, a cidade de São Paulo ia se ampliando para além do antigo triângulo histórico, e diversos de seus protagonistas, que moravam longe do centro, já necessitavam de transporte. Em 1910, a Light, uma das principais empresas urbanizadoras de São Paulo, assim como a City, anunciou a construção de uma linha e de uma estação de bondes na região da Vila Madalena.




Nessa época, as ruas eram de terra, sem iluminação, com acesso precário, de suas ladeiras íngremes e pequenos córregos. Sem dúvida, a chegada do bonde traria melhoramentos urbanos para a Vila Madalena. Foram chegando e fixando-se na região, então, diversos motorneiros, padeiros, açougueiros, sapateiros, pedreiros do cemitério, servidores públicos, quase todos de origem portuguesa. Nesse momento, o Sítio do Rio Verde foi loteado e começou a ocupação de uma nova sorte de gente na Vila Madalena.




Hoje, a Vila Madalena reúne moradores tradicionais, que ainda possuem casas simples com grandes terrenos (com criação de patos, galinhas etc.) e vários artistas e intelectuais. Durante os anos 70, muitos estudantes alugavam essas casas grandes e faziam uma espécie de república. A partir dos anos 80, começaram a surgir bares e uma série de negócios incrementados (galerias de arte, ateliês e lojas de grife).


domingo, 29 de julho de 2012

Represa de Guarapiranga




Em tupi-guarani essa palavra significa garça vermelha. A represa de Guarapiranga só existe há pouco mais de oitenta anos. Antigamente toda a área era habitada apenas por índios tupis-guaranis. Com o tempo os brancos foram se apoderando das terras dos índios para instalar suas fazendas de criação de gado. Aos índios restaram apenas três aldeias, que existem até hoje: uma no bairro de Barragem em Parelheiros, outra no Cupurutu, também em Parelheiros, e a terceira em Embu-Guaçu. Essas pequenas comunidades indígenas vivem do artesanato.

História da Represa de Guarapiranga e o Abastecimento de água de SP
A Light em 1907 concluiu as obras da represa de Guarapiranga, com 1,5 km de comprimento, 19 metros de altura e capacidade para armazenar 200 milhões de metros cúbicos de água. Para a construção da represa foi erquida a barragem do rio Guarapiranga, afluente do rio Pinheiros. Portanto embora Guarapiranga tenha sido o primeiro reservatório construido na região, sua utilidade era para regularizar a vazão do rio Tietê, que fora muito reduzida por causa da estiagem.

Entre 1924 e 1925 outra longa estiagem deixou São Paulo com problemas de abastecimento de água. Nessa época, enquanto a Repartição de águas e esgotos estudava a possibilidade de aproveitar a vazão do rio Claro para auxiliar no abastecimento da Capital, surgiu a idéia de utilizar para esse fim o reservatório de Guarapiranga.

Em 1928, o então Governador do Estado de São Paulo, Julio Prestes, promulgou o decreto nº 4.487 que previa a retirada de até 4 metros cúbicos por segundo da Represa de Guarapiranga para o abastecimento da Capital. No entanto, em virtude do crescimento de São Paulo, o volume de água retirado de Guarapiranga se tornou insuficiente para atender a população. A partir de 1958, por meio de um acordo entre o governo do Estado e a Light, a represa passou a ser usada exclusivamente para abastecer a cidade.Atualmente a região metropolitana de São Paulo conta com o abastecimento de água, com as represas Billings e Guarapiranga e com o sistema Cantareira. A Guarapiranga continua responsável pelo abastecimento de 3 milhões de pessoas na zona sul.
Além dos rios Embu-Guaçu e Embu-Mirim, que formam a represa, são muitos os córregos e ribeirões que lhe fornecem água. Seus nomes: Ribeirão Itaim, Lavras, Represa e Fazenda da Ilha, e os córregos Luzia, Itararé, Campo Fundo, Piqueri, Itupu, Guavirutuba, São José, Rio Bonito, Rio das Pedras, Tanquinho e Casa Branca. São eles que mantém viva a nossa represa, e ao mesmo tempo são eles que atualmente a estão matando, de tanto levar para ela a sujeira que desce dos loteamentos irregulares e favelas que não possuem redes de esgoto. O reservatório e a barragem passaram a ser importantes em 1928, quando a cidade de São Paulo começou a crescer.


A represa se tornou a principal fonte de abastecimento público de água, fornecendo 1 metro cúbico por segundo para a estação de tratamento de Teodoro Ramos. Em 1958, com a construção da estação de tratamento do Alto da Boa Vista, a Guarapiranga passou a fornecer 9,5 metros cúbicos por segundo, o que tornou obrigatória a elevação do seu nível de água. Naquela época a região de Socorro, onde está a barragem, era quase totalmente desabitada. Para se ter uma idéia, o município de Santo Amaro era ligado a São Paulo pela avenida Santo Amaro, que não passava de uma estrada de terra. Havia também uma linha de bondes, que seguia pela atual Av. Vereador José Diniz. Esse bonde, que era amarelo, vinha apitando para espantar o gado, e atravessava o rio Pinheiros por uma ponte só de trilhos, que a rapaziada costumava atravessar a pé para provar coragem.
A represa é famosa também por ter sido palco de vários acontecimentos históricos, muito significativos para todos nós paulistanos e brasileiros. Foi nela que em 1928 pousaram os pioneiros da travessia aérea do Atlantico Sul, vindos de Gênova, na Italia: Francesco de Pinedo, Carlos del Prete e Vitale Zacchetti, a bordo do hidro-avião S.55 "Santa Maria", foram recebidos com uma grande festa popular quando aqui chegaram. Logo depois foi a vez do brasileiro João Ribeiro de Barros repetir o feito, a bordo do seu hidroavião Jau, que hoje infelizmente está sendo comido pelos cupins no Museu da Aeronáutica. Outros pioneiros da aviação que passaram pela represa foram Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Em homenagem aos italianos foi erguido um monumento no bairro da Capela do Socorro, junto à avenida de Pinedo.

Embutida no pedestal da estátua há uma legítima coluna coríntia romana, de mais de 2000 anos, presente do então presidente italiano Mussolini aos heróis da travessia. Rotulado de fascista, o monumento foi objeto de muita polêmica, e durante a gestão de Janio Quadros na Prefeitura de São Paulo, ele foi removido para outro local; hoje, em seu lugar, existe somente uma placa comemorativa. É na região da barragem que hoje é feita a captação de água pela SABESP, para abastecer a cidade de São Paulo. A represa fornece água para 20% da população da Grande São Paulo, o que representa dois milhões e meio de pessoas bebendo dessa água.
Em 1976 houve uma cheia excepcional. Choveu sem parar, dias e dias seguidos, e o nível da represa subiu tanto que foi preciso reforçar a barragem com sacos de areia, para que a água não transbordasse e inundasse a região de Socorro, ou pior ainda, derrubasse o paredão. Se isso acontecesse, até a avenida Brasil ficaria um metro debaixo d'água. A barragem foi reforçada e tudo não passou de um grande susto. Hoje em dia a represa cobre uma extensa área na região sudoeste da Grande São Paulo, na divisa com os municípios de Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu. Apesar de já estar praticamente cercada pela cidade, que nos últimos anos avançou muito para o sul, a região da represa ainda possui alguns grandes trechos cobertos por matas.
A Represa vira praia para paulistanos
A Represa oferece ainda lindas paisagens, algumas praias de areia, um grande número de pássaros típicos do Pantanal, um bom número de restaurantes, clubes, marinas e alguns parques, a região não está sendo desenvolvida para o turismo como merece, mas pelo contrário, está havendo uma destruição de suas belezas naturais.
Nos finais de semana milhares de paulistanos freqüentam a represa nos finais de semana para nadar, pescar, praticar esportes náuticos entre outras atrações.
Existem muitos  esportes sendo praticados nesta represa assim como velas e regatas.
Vale a pena dar uma conferida!
Endereço:
 Represa de Guarpiranga Altura do número 3.770 da av. Robert Kennedy  (Antiga  Av. Atlântica )

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Obelisco do Ibirapuera





O  Obelisco do Ibirapuera  (também chamado Obelisco de São Paulo) é um monumento funerário brasileiro localizado no Parque do Ibirapuera, São Paulo.
Símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932, o Obelisco é o maior monumento da cidade e tem 72 metros de altura. A construção do monumento foi iniciada em 1947 e e concluída em 1970. Tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico, o mausoléu do Obelisco guarda os corpos dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o M.M.D.C.) - mortos durante a Revolução de 1932 -, e de outros 713 ex-combatentes.
Para homenageá-los e preservar a memória da rebelião, há cenas bíblicas e passagens da história paulista feitas com pastilhas de mosaico veneziano.
O Obelisco do Ibirapuera é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, que chegou ao Brasil em 1923, quando tinha 34 anos de idade, pois estava fugindo de um regime fascista em seu país. O Obelisco do Ibirapuera, feito em puro mármore travertino, foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a inauguração do Parque do Ibirapuera. A Revolução Constitucionalista, Revolução de 1932 e Guerra Paulista foram os nomes dados ao movimento armado ocorrido no Brasil entre julho e outubro de 1932.

Curiosidades sobre o Obelisco do Ibirapuera
O Obelisco do Ibirapuera tem inscrições acompanhadas de ícones em suas quatro faces. Iniciando pela face norte, seguindo pela face oeste, sul, e finalmente leste. O poema escrito é texto de Guilherme de Almeida, feito como homenagem aos revolucionários de 1932. Abaixo segue o texto:

"Aos épicos de julho de 32, que,
fiéis cumpridores da sagrada promessa
feita a seus maiores - os que
moveram as terras e as gentes por
sua força e fé - na lei puseram sua
força e em São Paulo sua Fé."
À base do monumento, junto à entrada da capela e da cripta, voltadas ao Parque do Ibirapuera, há outra inscrição de Guilherme de Almeida.
"Viveram pouco para morrer bem
morreram jovens para viver sempre."

A soma dos algarismos da obra é igual a nove, e são nove os degraus na entrada. A simbologia do monumento também está presente no desenho do gramado ao redor do Obelisco, que possui área de 1932 metros quadrados e forma um coração onde está fincada a espada (símbolo do obelisco) que sagrou a vitória política, apesar da derrota militar dos paulistas. Afinal, ao ver seu governo em risco, o presidente Getúlio Vargas dá início ao processo de re-constitucionalização do país, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição nacional.


Obelisco do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - Dentro do Parque do Ibirapuera
Bairro Moema - São Paulo - SP